Vou retomar o blog, falando então, sobre O senhor das moscas do autor britânico William Golding, publicado em 1954 - cuja leitura acabei de terminar.
ATENÇÃO: CONTÉM SPOILER.
"Um grupo de jovens tenta construir uma civilização numa ilha tropical deserta, e o projeto acaba em sangue e terror, segundo definição do próprio autor. Nessa distopia juvenil, publicada em 1954 após a recusa de 21 editoras, Golding desenvolve uma visão pessimista do homem que tem a marca do nazismo, do stalinismo e do horror atômico da Segunda Guerra. Golding ganharia o Prêmio Nobel em 1983."
O senhor das Moscas foi o primeiro livro que li em 2013, e admito, li somente porque era leitura obrigatória da faculdade. Não é o tipo de livro que me interessa - até porque, ultimamente, subconscientemente tenho me interessado somente por literatura brasileira - e quase o abandonei nas primeiras dez páginas.
Mas, a medida que insisti, o livro acabou por me conquistar. A partir da página 20, a história dos meninos náufragos começa a ficar envolvente - a ponto da linguagem complicada ficar em segundo plano. Com um vocabulário não tão simples, as 153 páginas, dividas em 12 capítulos, exigem uma leitura atenciosa, e em certos trechos, demorada.
A história é surpreendente e mostra como a humanidade pode ser cruel, sem escrúpulos e selvagem, mesmo quando os humanos são crianças. E justamente, por serem crianças, o autor consegue mobilizar os leitores, chocando-os. Esse choque pode ser sentindo de forma mais intensa quando dois das personagens mais cativantes da história morrem, num intervalo de 30 páginas.
Uma leitura intensa e altamente recomendável para todos que quiserem adentrar em um mundo onde, por mais que se lute por, não existem regras ou códigos civis para serem seguidos. Onde não, o homem não é bom por natureza. :)

Nenhum comentário:
Postar um comentário