segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O senhor das Moscas

A última - e única - vez que escrevi nesse blog foi há mais de um ano atrás. Agora, em férias, e relendo o último post, percebi o quão útil era escrever sobre reflexões de livros. Então, a ideia para 2013, é retomar o blog, e escrever ao menos um parágrafo sobre cada livro que eu ler.

Vou retomar o blog, falando então, sobre O senhor das moscas do autor britânico William Golding, publicado em 1954 - cuja leitura acabei de terminar.

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILER. 




"Um grupo de jovens tenta construir uma civilização numa ilha tropical deserta, e o projeto acaba em sangue e terror, segundo definição do próprio autor. Nessa distopia juvenil, publicada em 1954 após a recusa de 21 editoras, Golding desenvolve uma visão pessimista do homem que tem a marca do nazismo, do stalinismo e do horror atômico da Segunda Guerra. Golding ganharia o Prêmio Nobel em 1983."

O senhor das Moscas foi o primeiro livro que li em 2013, e admito, li somente porque era leitura obrigatória da faculdade. Não é o tipo de livro que me interessa - até porque, ultimamente, subconscientemente tenho me interessado somente por literatura brasileira - e quase o abandonei nas primeiras dez páginas.

Mas, a medida que insisti, o livro acabou por me conquistar. A partir da página 20, a história dos meninos náufragos começa a ficar envolvente - a ponto da linguagem complicada ficar em segundo plano. Com um vocabulário não tão simples,  as 153 páginas, dividas em 12 capítulos, exigem uma leitura atenciosa, e em certos trechos, demorada.

A história é surpreendente e mostra como a humanidade pode ser cruel, sem escrúpulos e selvagem, mesmo quando os humanos são crianças. E justamente, por serem crianças, o autor consegue mobilizar os leitores, chocando-os. Esse choque pode ser sentindo de forma mais intensa quando dois das personagens mais cativantes da história morrem, num intervalo de 30 páginas. 

Uma leitura intensa e altamente recomendável para todos que quiserem adentrar em um mundo onde, por mais que se lute por, não existem regras ou códigos civis para serem seguidos. Onde não, o homem não é bom por natureza. :)

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